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"Acostume-se."

Se você, ao menos, soubesse.
Estou presa à (sua) gravidade.
Seria fácil.
Seria sua.
Fácil.
Se soubesse da vertigem de estar em teu sistema.
Cabelo Sol.
Palavras Sol.
Sorriso Sol.
Olhos Sol.
Barba Sol.
De longe, me aquece.
Muito perto, me queima.

— b



Aviso a você que pretende ler: não leia. Não faz sentido.

Definição de “você”: Um grande ponto de interrogação. 

Como ousa invadir-me de forma tão brutal? Eu esperava, ao menos, um “ei, estou chegando… mas nem se perturbe: sou fumaça”. (Mas não houve aviso.) E, por favor, você não é fumaça, não se eufemize, meu bem. Você é vendaval: soprou e, mesmo longe, deixou marcas, resquícios, deixou destroços. 

Incrível. Seus dedos no cigarro. Seus dedos nos cabelos. Seus cabelos encaracolados como suas ideias (mas isso você já sabe). Seus cabelos encaracolados como suas atitudes, como sua presença. Seu andar despreocupado, sem rumo, sem volta.

Por quê não volta? Volta para nossa inexistência, para sua insistência. Volta para mim. Volta inconstante, volta incompleto.

Ei, eu estou aqui! Tira esse cigarro da boca e rela sua alma na minha.

Ei, peixinho, minha corrente pode te tirar desse raso, desse morno. E daí que eu sou teu inferno astral?

Ei, João, segue logo esse rastro de migalhas de pão. 

E volta.

— b



Eu lamento o seu existir, lamento o nosso existir. Minha alma e meu corpo, tão controversos, tão distantes. E você, coração, continua me puxando para baixo… Vendo meus braços caindo, meu corpo frígido desfalecendo em um combate que não tem mais volta. Corpo e coração, corpo e alma, é sempre assim. Luta indulgente, insuficiente… Vivo por amar, e não por querer, mas o amor sempre me trai. Conte-me seus segredos, alma, é só isso que peço… Eu estou correndo em círculos infindáveis, não tem saída, a boca é pequena demais para vazar toda dor, mas os olhos são dois… Tento por meio de prosas e versos renascer, mas meus versos sempre se voltam pra você, dor perpétua. Criei sombras para fantasiar uma alegria não existente, mas sobraram ossos secos dentro do meu próprio peito.Ninguém disse que seria tão difícil, mas eu continuo lhe perseguindo, lhe seguindo, lhe escutando. Estúpido do coração que bate, estúpida alma que ama, estúpido corpo que corre. Estou aqui, com veias e artérias, carne e osso esperando algo que me faça sorrir enquanto derreto por dentro. Essa sou eu: machucada e ordinária, da soleira de uma porta, esperando o sol bater.

— b

Eu lamento o seu existir, lamento o nosso existir. Minha alma e meu corpo, tão controversos, tão distantes. E você, coração, continua me puxando para baixo… Vendo meus braços caindo, meu corpo frígido desfalecendo em um combate que não tem mais volta. Corpo e coração, corpo e alma, é sempre assim. Luta indulgente, insuficiente… Vivo por amar, e não por querer, mas o amor sempre me trai. 

Conte-me seus segredos, alma, é só isso que peço… Eu estou correndo em círculos infindáveis, não tem saída, a boca é pequena demais para vazar toda dor, mas os olhos são dois… Tento por meio de prosas e versos renascer, mas meus versos sempre se voltam pra você, dor perpétua. Criei sombras para fantasiar uma alegria não existente, mas sobraram ossos secos dentro do meu próprio peito.

Ninguém disse que seria tão difícil, mas eu continuo lhe perseguindo, lhe seguindo, lhe escutando. Estúpido do coração que bate, estúpida alma que ama, estúpido corpo que corre. Estou aqui, com veias e artérias, carne e osso esperando algo que me faça sorrir enquanto derreto por dentro. Essa sou eu: machucada e ordinária, da soleira de uma porta, esperando o sol bater.

— b



Meus olhos ainda transbordam lágrimas quando penso em você. Uma beldade efêmera que deixou marcas perpétuas, choros árduos e infindáveis, uma grande ironia. Quando penso em dor, penso nas palavras pérfidas que um dia saíram de seus lábios inconsequentes, é só nisso que penso. E eu tenho lutado contra tudo isso, contra as dores que eu sufoco em meu peito de cristal, gélido e com pequenas fagulhas de desespero. Desprezou, pisou e afogou o amor que um dia lhe dei, mas agora o que me resta é uma alma cicatrizada, que chora os seus sorrisos forjados. Como um lobo infiel você me feriu lentamente, elegantemente com uma espada enferrujada. A dor já gangrenou, o frio já passou e agora falo que sou forte o suficiente para falar que a sua presença não me afeta mais. Você não passa de um fantasma vagando por minha mente, você me fez forte. Obrigada por desmerecer o meu amor, é apenas isso que a minha boca canta todas as noites.
— b

Meus olhos ainda transbordam lágrimas quando penso em você. Uma beldade efêmera que deixou marcas perpétuas, choros árduos e infindáveis, uma grande ironia. Quando penso em dor, penso nas palavras pérfidas que um dia saíram de seus lábios inconsequentes, é só nisso que penso. E eu tenho lutado contra tudo isso, contra as dores que eu sufoco em meu peito de cristal, gélido e com pequenas fagulhas de desespero. Desprezou, pisou e afogou o amor que um dia lhe dei, mas agora o que me resta é uma alma cicatrizada, que chora os seus sorrisos forjados. Como um lobo infiel você me feriu lentamente, elegantemente com uma espada enferrujada. A dor já gangrenou, o frio já passou e agora falo que sou forte o suficiente para falar que a sua presença não me afeta mais. Você não passa de um fantasma vagando por minha mente, você me fez forte. Obrigada por desmerecer o meu amor, é apenas isso que a minha boca canta todas as noites.

— b